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WSOP Super Circuit Canadá: Felipe Baraky é o único sul-americano na mesa final do Main Event de 2.844 entradas e joga hoje por CA$ 1,5 milhão

2026-09-10 · Equipe KryptoKings

Começou o dia com 37 blinds, em 20º entre 30 jogadores, e o líder tinha 113. Hoje o brasileiro está sentado na mesa final e o líder não. Felipe Baraky é o único sul-americano entre os nove finalistas do Main Event do WSOP Super Circuit Canadá, torneio de CA$ 5.000 que reuniu 2.844 entradas no Playground, em Kahnawake, na região de Montreal, e formou uma premiação de CA$ 13.082.400, bem acima dos CA$ 10 milhões garantidos. É o maior torneio ao vivo já disputado no Canadá, e a decisão é hoje, com CA$ 1.500.000 para o campeão.

Os fatos: a mesa final, os stacks e o que já está garantido

O Dia 5 começou com 30 jogadores e nomes pesados. Daniel Negreanu e Michael Mizrachi já haviam caído no dia anterior, e o líder da jornada era Paul Klann, campeão do WPT L.A. Poker Classic de 2013, com 11.300.000 fichas. Nenhum dos três chegou à decisão. Quem chegou foi Chance Kornuth, que começou em sexto e fechou em segundo com 24.130.000, e o canadense Mayukh Chakraborty, que saiu de 5.500.000 (12º lugar) para liderar com 25.630.000.

Baraky ensacou 17.000.000, quinto na contagem. Também se despediram o outro brasileiro do Dia 5, Gualter Fortuna, e Aaron Quon, eliminado em 10º como bolha da mesa final. A mesa recomeça no nível 35, com blinds de 150.000/300.000 e big blind ante de 300.000: Baraky tem cerca de 57 blinds, o líder 85, e os dois mais curtos, Parth Mansukh e Deven Lane, menos de 21.

Cada finalista já garantiu CA$ 150.000. Os saltos são grandes: o 7º leva CA$ 300.000, o 4º CA$ 600.000, o vice CA$ 1.000.000 e o campeão CA$ 1.500.000 mais o anel do circuito.

Mesa final (fichas):

Por que importa: o líder do Dia 5 caiu e o 20º está lá

Primeira lição: a contagem do início do dia é uma foto, não uma previsão. Klann tinha 113 blinds e Baraky 37; em seis níveis o primeiro caiu e o segundo multiplicou o stack por mais de quatro. Num field de 2.844 entradas a variância não desaparece porque sobraram 30: ela se concentra. O que você controla é quantas vezes coloca o torneio em risco em desvantagem.

Segunda: 37 blinds não é stack curto, é stack de trabalho. Com essa profundidade ainda dá para abrir, roubar blinds e largar mãos sem sangrar; o modo push or fold começa bem mais abaixo, perto de 15. Baraky não precisou de milagre: precisou não perder potes grandes sem a melhor mão e escolher bem os spots.

Terceira: os saltos de premiação. De CA$ 150.000 para CA$ 1.500.000 são dez vezes mais dinheiro, e isso muda a conta de cada all-in. O ICM, o modelo que traduz fichas em dinheiro conforme a tabela de pagamento, diz que Mansukh e Lane, com menos de 21 blinds, precisam se mexer já; e que os stacks médios, como o de Baraky, devem evitar confronto com os dois grandes enquanto os curtos estiverem vivos. Sobreviver a duas eliminações vale, nesta mesa, CA$ 150.000 a mais sem ganhar uma mão sequer.

O Brasil chega a essa final na mesma semana em que somou dois braceletes na WSOP Online, com João Hayashi e Bruno Ikeda. Se você está se preparando para o primeiro torneio grande, comece pelas mãos iniciais certas e por entender a bolha; na comunidade analisamos mesas finais como esta toda semana. Com 57 blinds e dois stacks curtos na mesa, você esperaria ou atacaria o líder? Conta pra gente.

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