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BSOP Floripa 2026: Start-Up Mystery Bounty reúne 692 entradas e abre os envelopes hoje; Eduardo Viana crava o primeiro High Roller

2026-09-05 · Equipe KryptoKings

692 entradas, 105 sobreviventes e uma pilha de envelopes fechados que começa a abrir hoje à tarde. O Start-Up Mystery Bounty do BSOP Floripa 2026 mostrou por que é o torneio de abertura mais querido do circuito: os dois dias iniciais de R$ 1.200 no Costão do Santinho somaram 301 entradas na sexta à tarde e 391 à noite, e o Dia 2 deste sábado começa às 14h com o campeão, e os bounties misteriosos, ainda por definir.

Os fatos: dois líderes quase empatados e um uruguaio entre os grandes

Do Dia 1A avançaram 46 jogadores, todos já premiados, com Vinicius Fortes na ponta com 757.000 fichas. Logo atrás ficaram Aloisio Dourado, líder do ranking do BSOP 2026, com mais de 550.000, e Gabriel Kumagai, com 547.000. O melhor hispano-americano foi o uruguaio Bruno Bonilla, sétimo do seu dia com 358.000, acompanhado pelos chilenos Rafael Pardo (147.000), Guillermo Neira (81.000) e Mauricio Zemán (59.000).

O Dia 1B classificou mais 59. O pernambucano Iuri Maia puxou a fila com 623.000, apenas mil fichas acima de Leandro Ferreira (622.000), e a lista traz nomes conhecidos como Rodrigo Garrido (365.000) e Ax de Castro (345.000). A ação volta no nível 3.000/6.000 com big blind ante.

A sexta também coroou o primeiro campeão de High Roller da etapa. Eduardo Viana, especialista em cash game vindo de Santarém, no Pará, cravou o 1-Day High Roller de R$ 10.000 contra 65 entradas e forrou R$ 147.400. O recreativo Ricardo Duarte foi vice com R$ 98.400 e Kaio Camargo terminou em 3º com R$ 76.500, numa mesa final que teve Lucas Scafini, Lauriê Tournier, Gustavo Dias e Vinicius Gonçalves. Fecharam o dia Alexandre Couto (4K 1-Day PKO), Luiz Hota (H.O.R.S.E.) e o russo Aleksandr Diudiaev (Super 500).

E a etapa está só começando: hoje abrem o Main Event de R$ 4.000 e o 25K Super High Roller, o topo de uma grade de 26 torneios que apresentamos no início da semana.

Por que importa: o Dia 2 de um mystery bounty é outro torneio

Com 105 jogadores e os envelopes ainda fechados, o que se joga hoje à tarde não é o mesmo torneio de sexta. Num mystery bounty, cada eliminação a partir de agora paga um prêmio que pode valer mais do que um salto de premiação, e isso muda os ranges: o short stack com envelope na cabeça vira alvo, e o big stack ganha motivos para pagar all-ins que num torneio normal ele foldaria. Quem não recalcula o push e o call para essa fase, como explicamos no nosso guia de PKO, está deixando valor esperado na mesa.

A segunda lição é de Viana. Um jogador que vive de cash game sentou num torneio de R$ 10.000 e venceu. As habilidades se transferem, mas a mentalidade muda: no cash cada ficha vale o mesmo a noite inteira e toda mão paga rake, por isso o rakeback pesa tanto na conta anual de um especialista; no torneio, o valor da ficha depende dos blinds e da premiação. Um cash player entender essa virada e aplicar diz mais sobre o método dele do que o troféu.

A terceira, talvez a mais honesta, veio do próprio campeão ao falar do vice: um recreativo que joga todos os BSOP chegou ao heads-up de um High Roller. A variância existe nos dois sentidos, e respeitá-la faz parte do jogo.

Vai acompanhar a abertura dos envelopes ou a largada do Main Event? Conta pra gente na comunidade: seguimos a etapa até a coroa de terça.

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