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EPT Barcelona: os 6 finalistas que decidem hoje o título de €1.370.050

2026-08-29 · Equipe KryptoKings

Duas montanhas de mais de 15 milhões de fichas e, na mesma mesa, uma lenda com só 10 blinds. É assim que começa hoje a mesa final do Main Event do EPT Barcelona, onde 6 jogadores brigam pelo troféu Golden Shard e por €1.370.050. Das 1.823 entradas que montaram uma premiação de €8.841.550 — o sétimo maior Main Event da história do EPT — restam esses seis.

Os fatos: dois gigantes na ponta e um ex-campeão no fundo

O italiano Manuel Ferrari chega como líder com 16.100.000 fichas (81 blinds), depois de uma semana em que quase não largou a ponta. E não é iniciante em título grande: já venceu o Main Event do PokerStars Open em Málaga e um High Roller em Campione. Colado nele vem o favorito da torcida, Jose Criado, classificado pelo online, com 15.775.000 (79 blinds) e três dias seguidos entre os dois maiores stacks. Se vencer, será apenas o segundo campeão espanhol do EPT depois de Adrián Mateos — e o primeiro a conquistar o título em casa.

O chinês Xiaosheng Zheng fecha o pódio de fichas com 11.200.000 (56 blinds). No meio do caminho navegam o holandês Lukas van Eeden (25 blinds) e o irlandês Michael Dwyer (23). E lá no fundo, a maior história do dia: Nicolas Chouity, campeão do EPT Monte Carlo há 16 anos, volta a uma decisão com 1.975.000 fichas — 10 blinds — e a chance de virar o quinto jogador com dois títulos de EPT na carreira.

O dia anterior também fechou o capítulo de Barbara Akemi: a brasileira caiu em décimo por €97.700, depois de cravar a campanha mais profunda de uma brasileira em um Main Event do EPT, como mostramos na prévia desta mesa final.

Todos os finalistas já garantiram €278.950, mas a escada é íngreme: €362.500 para o quinto, €471.250 para o quarto, €612.700 para o terceiro, €857.800 para o vice e €1.370.050 para a coroa.

Por que importa: três mesas finais em uma

Olhe os stacks e você verá três torneios diferentes. Ferrari e Criado, com 80 blinds, podem abrir range, pressionar e pagar por algum erro. Van Eeden e Dwyer, com 23-25, vivem o território mais desconfortável do poker de torneio: fundos demais para empurrar all-in, curtos demais para manobrar — exatamente onde a pressão do ICM, o valor real em dinheiro de cada ficha, mais castiga cada decisão duvidosa. E Chouity, com 10 blinds, joga o poker mais simples e mais brutal que existe: escolher a mão certa para colocar tudo antes que os blinds o engulam.

A lição para o seu próximo torneio é direta: em uma mesa final você não joga suas cartas, joga o seu stack contra os stacks alheios. Saber em qual desses três torneios você está sentado vale mais do que qualquer mão premium.

Quem levanta o troféu hoje à noite? Vem debater com a gente na comunidade: a análise da final a gente faz junto.

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