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Eychenne vence o PokerStars Open High Roller em Barcelona: €589.395 e segundo troféu em um ano

2026-08-24 · Equipe KryptoKings

Vencer um torneio grande já é difícil. Vencer dois, no mesmo cassino, com doze meses de diferença, é outro patamar. Thomas Eychenne — campeão defensor do Main Event do EPT Barcelona — acaba de conquistar o PokerStars Open High Roller de €2.700 e embolsou €589.395, superando um field de 1.551 entradas que gerou uma premiação total de €3.761.175.

Os fatos: uma mesa final dominada pelas damas

Se essa mesa final tivesse um protagonista, não seria um jogador: seria o par de damas. QQ eliminou o 7º colocado (contra AK), o 6º (outro AK, dessa vez nas mãos de Virgile Turchi), o 4º (Eychenne flopou trinca contra AJ) e fechou o torneio logo na primeira mão do heads-up, quando Turchi foi de all-in com T9 e esbarrou de novo nas damas de Eychenne.

O confronto final quase não existiu: Eychenne chegou com vantagem de 6,5 para 1 em fichas e resolveu tudo de cara. Turchi, também francês, levou €371.000 pelo vice; o dinamarquês Lars Tungel faturou €265.440 pelo terceiro lugar depois de perder com A6 contra os oitos do campeão, que acertaram trinca no flop.

O contexto deixa a história ainda maior: em 2025, Eychenne venceu o Main Event de Barcelona contra 2.045 entradas e levou €1.217.175. Este troféu vale cerca de metade daquele prêmio — e ele confirmou que vai defender o título: entra no Main Event 2026 via registro tardio.

Por que importa: repetir não é sorte — mas também não é garantia

Tem uma lição de dois gumes aqui que todo jogador em evolução deveria digerir. Primeiro: repetir resultado no mesmo cenário não é acaso. Por trás de dois títulos em um ano existe volume, estudo e agressão seletiva. Eychenne não venceu porque as damas quiseram: venceu porque chegou ao heads-up com 6,5 vezes o stack do rival, e esse colchão se constrói decisão por decisão ao longo de três dias — começando por saber exatamente quais mãos iniciais valem a briga e quais são armadilha.

Segundo, e isso é marca da casa: uma sequência dessas também não é sistema. A mesma QQ que coroou Eychenne podia perder três flips seguidos e ninguém escreveria esta notícia. A diferença entre o jogador que evolui e o que estaciona não está no resultado de uma mão, mas em tê-la jogado bem nas mil vezes anteriores. O troféu é a foto; o processo é o filme.

Eychenne volta hoje à mesa para defender a coroa do Main Event, com o registro quase fechando e o maior field do ano em andamento. A história de Barcelona 2026 está só começando.

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