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WSOP Online 2026: Brasil crava o Gladiators e abre a série com dois braceletes

2026-08-21 · Equipe KryptoKings

US$ 579.752 e mais um bracelete para o Brasil. Lucas Teixeira Rodrigues, jogando como "Fino y Elegante", cravou o Gladiators of Poker da WSOP Online 2026 — o coliseu que já mostramos aqui quando caminhava para o recorde. O field terminou ainda maior do que o anunciado: 17.077 entradas de US$ 300 e premiação final de US$ 4.764.483, muito acima dos US$ 3 milhões garantidos. E o detalhe que importa: o Brasil venceu os dois primeiros braceletes da série.

Os fatos

Do field monstruoso, só 1.307 jogadores sobreviveram ao Dia 1. Teixeira chegou à mesa final como líder, com 140 big blinds — o maior stack da mesa — e não devolveu a ponta em momento algum: título de fio a fio, que ainda inclui um pacote de US$ 30.000 para o Super Main Event da WSOP Paradise. Sem acordo no heads-up, o vice ficou com US$ 446.602.

E a torcida brasileira teve dose dupla: Rafael Santanna Barcia terminou em terceiro, por US$ 344.383, enquanto o russo Vladislav Saprykin foi o quarto, com US$ 265.561. Somando este título ao bracelete de Raphael Caixeta no evento de abertura, o Brasil está 2 de 2 na série.

Por que importa: stack grande se usa, não se protege

Chegar líder numa mesa final é o sonho — e o spot mais fácil de desperdiçar. Com 140 blinds e adversários espremidos por saltos de premiação de seis dígitos, cada aumento do líder custa caríssimo em ICM: pagar errado ali pode significar jogar fora cem mil dólares de equity. Teixeira fez o que o spot pedia — pressão constante, zero passividade, de fio a fio. A lição incomoda, mas é real: "cuidar" do stack grande jogando pouco pote é, nesse contexto, o erro. Vantagem se cobra atacando.

O outro lado é o do field: 17.077 entradas significam variância brutal — até o reg mais sólido vai premiar pouco e tiltar de vez em quando. Num torneio assim, a disciplina começa na primeira decisão: respeitar suas mãos iniciais num mar de all-ins é o que separa quem constrói stack de quem doa. E buy-in "barato" de US$ 300 continua exigindo banca: em fields massivos, o longo prazo é mais longo do que nunca.

O Brasil lidera a série e ainda faltam 31 braceletes até o fim de setembro. Na comunidade a gente acompanha cada mesa final — e cada lição que ela deixa.

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