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Fabiano Kovalski é vice do 25K High Roller Championship da WSOP Online e fatura US$ 699.120

2026-09-24 · Equipe KryptoKings

Fabiano Kovalski chegou curto de fichas à mesa final e saiu com US$ 699.120. O brasileiro foi o único do país na decisão do Evento 29 da WSOP Online, o US$ 25.000 High Roller NLH Championship, e terminou em segundo lugar num field de 198 entradas.

Os fatos: como terminou a mesa final

A decisão foi na quarta-feira e ficou com o finlandês Casimir Seire, que levou o bracelete, US$ 906.647 e um pacote de US$ 30 mil para a WSOP Paradise. Kovalski faturou US$ 699.120 pelo vice e o francês Erwann Pecheux completou o pódio com US$ 539.095. Atrás vieram nomes pesados: Daniel Negreanu em quarto (US$ 415.699), o português Pedro Neves em quinto (US$ 320.548) e o alemão Ole Schemion em sexto (US$ 247.176).

O Brasil teve outros dois jogadores no dia final, mas nenhum alcançou a mesa: Pedro Padilha caiu em décimo (US$ 91.211) e Renan Bruschi, em 11º (US$ 81.348). Já na FT, Kovalski dobrou duas vezes — contra Pecheux e contra Neves — e chegou ao heads-up ainda com uma pilha seis vezes menor que a de Seire. O duelo durou cerca de dez minutos e acabou num all in em que Kovalski pagou com dois setes contra A-2 offsuit: o board trouxe mais dois ases e fechou a série com quadra para o finlandês.

Por que importa: stack curto não é sentença

A história útil dessa final não é o bracelete que não veio: é que Kovalski sentou curto, dobrou duas vezes e mesmo assim fechou em segundo. Entre o sétimo e o segundo lugar daquela mesa havia mais de meio milhão de dólares. Essa é a aritmética real de um torneio grande: cada eliminação alheia vale dinheiro antes de o troféu ser entregue, e é por isso que entender o ICM muda mais decisões do que qualquer leitura no river.

A segunda lição está no fim. Kovalski pagou o all in com a melhor mão e perdeu. Isso não é erro; é o preço de disputar uma mesa final com metade das fichas do líder. Quando o stack curto precisa vencer duas ou três mãos seguidas para competir, a decisão certa perde com frequência. Medir resultado pela última carta é o atalho mais caro do jogo: o que se revisa é o spot, não o board.

E a terceira: chegar curto à decisão exige um plano diferente do plano do líder. Ranges de all in, quando ceder uma bolha de pagamento e quando apertar são ajustes de mesa final que se estudam antes, não na hora.

No clube da KryptoKings mãos assim são revisadas com jogadores que estão construindo o mesmo caminho.

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