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WSOP Online Main Event: mesa final com US$ 3,93 milhões em jogo e Pablo Brito na briga pela maior forra online do Brasil

2026-09-22 · Equipe KryptoKings

O pior resultado possível nessa mesa final paga US$ 491.676. É com esse piso que começa a decisão do Main Event da WSOP Online, o Evento #28 da série, que fechou as inscrições com 6.008 entradas de US$ 5.000 e prêmio total de US$ 28.538.000 — três milhões e meio acima dos US$ 25.000.000 garantidos.

Os fatos: nove jogadores e seis prêmios de sete dígitos

O campeão leva US$ 3.931.259 e um Super Pass de US$ 30 mil para o Super Main Event da WSOP Paradise. O vice fica com US$ 3.030.486 e o terceiro com US$ 2.336.938. Depois vêm US$ 1.802.141, US$ 1.389.754 e US$ 1.071.761 fechando as premiações milionárias, enquanto os três últimos lugares pagam US$ 826.555, US$ 637.476 e US$ 491.676.

No chip count, Andrii Novak (Ucrânia) lidera com 86.787.252, seguido por Simon Beckmann (Alemanha), com 70.950.594, e pelo brasileiro Pablo Brito, com 45.738.992. Atrás deles aparecem Pavlo Yakovliev, Fernando Liano, Arian Hassankashani, Yury Nadinsky, Charles La Boissonniere e Moyan Chen, o short stack com 17.683.391.

O jogo volta com blinds de 400.000/800.000 e ante de 100.000. Na prática: o stack médio da mesa gira em torno de 50 big blinds, o líder tem cerca de 108 e o mais curto chega com 22. Outros três brasileiros pararam antes do corte — Ciro Gomes (US$ 154.202), Guilherme Biazutti e Fernando Neto (US$ 113.378 cada).

Por que importa: o salto de premiação decide as mãos, não a mão

O campeão leva oito vezes o que leva o nono. Essa curva é o coração do ICM: numa mesa final assim, a ficha que você ganha vale menos do que a ficha que você perde, e o range com que dá para ir all-in encolhe bem mais do que a conta de equity pura sugere.

O detalhe interessante é onde isso bate mais forte. Quem sofre não é o short de 22 big blinds: é o stack médio com dois jogadores ainda mais curtos na mesa, porque cada mão que ele joga arrisca saltos de premiação que o short não tem nada a perder atacando. É o cenário que se repete em toda mesa final — e o mais jogado no automático, porque a cabeça pede "usar as fichas" justo quando a estrutura pede esperar.

A versão útil disso num torneio de R$ 100 é exatamente a mesma, só com menos zeros: quando os saltos de premiação são grandes em relação ao seu stack, seu trabalho deixa de ser acumular e passa a ser sobreviver melhor que os outros curtos. Como jogar uma mesa final é um dos temas que mais rendem por hora de estudo, justamente porque são as mãos que movimentam mais dinheiro na temporada inteira.

Nesta terça se saberá se o troféu e o passe ficam no Brasil. Enquanto isso, mesa final segue sendo o melhor material de estudo gratuito que existe: no clube a gente vai acompanhar mão a mão.

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