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BSOP Floripa 2026: Pedro Cavalieri crava o Super High Roller de R$ 25 mil e o Main Event chega ao Dia 2 com 892 entradas, 146 jogadores e 30 blinds de média

2026-09-07 · Equipe KryptoKings

R$ 310 mil para o campeão, um cooler que deixou o colombiano Martín Romero na bolha e um Main Event de 892 entradas que joga o Dia 2 hoje. Pedro Cavalieri cravou neste domingo o Super High Roller de R$ 25.000 do BSOP Floripa 2026, o torneio mais caro da etapa, depois de liderar a mesa final do início ao fim e fechar o heads-up contra Lali Tournier em poucos minutos. E a partir das 14h desta segunda, 146 sobreviventes voltam ao Costão do Santinho para o Dia 2 do Main Event de R$ 4.000.

Os fatos: 36 entradas, cinco forras e um heads-up de 8-8 contra A-7

O Super High Roller reuniu 36 entradas e um prize pool de R$ 769.470 para cinco posições. A mesa final de oito foi aberta por Léo Rizzo: ele deu apenas call com J-J no open de Cavalieri, Paulo Joanello mandou squeeze all-in com 28 blinds e as valetes seguraram o flip (8º). Ariel Bahia foi o 7º e a bolha sobrou para Martín Romero: com top two pair, o colombiano pagou três barris de 45 mil, 150 mil e 500 mil fichas contra Cavalieri, que fechou sequência runner-runner e puxou um pote de 1,6 milhão, 53 blinds.

Já na premiação caíram Rizzo (5º, R$ 49.470), o argentino Gonzalo Almada (4º, R$ 80 mil) e Marcos Exterkotter (3º, R$ 130 mil). O heads-up durou pouco: 8-8 de Cavalieri contra A-7 de Tournier, board 9-8-5-J-A, trinca no flop e R$ 310 mil para o carioca. Tournier forrou R$ 200 mil.

O Main Event fechou em 892 entradas, quase R$ 3,6 milhões em buy-ins, e classificou 146 jogadores, depois do Start-Up de 692 entradas. Os líderes por voo: Anis Homaidan (660 mil, Dia 1D e chip leader geral), o boliviano Miguel Ángel Leyva (627 mil, Dia 1A), Wallacy Marçal (590 mil, Dia 1C, classificado via satélite) e Ulises Acosta (531 mil, Dia 1B). O argentino Juan Barattini, campeão do 1-Day High Roller PKO no domingo (R$ 114 mil), passou com 195 mil. O Dia 2 tem 15 níveis de 40 minutos a partir de 4.000/8.000 com big blind ante; a mesa final é na terça, às 15h.

Por que importa: o Dia 2 começa com 30 blinds

Faz a conta: 892 entradas vezes 40 mil fichas são 35,7 milhões em 146 stacks, cerca de 244 mil de média, ou seja, 30 blinds no nível 4.000/8.000. Com big blind ante, a ficha única que o big blind paga pela mesa inteira, já tem 2,5 blinds no meio antes de alguém agir. Isso transforma o Dia 2 em território de roubo, resteal e push or fold desde a primeira volta: a média não é confortável, é urgente, e quem entende isso primeiro leva as fichas de quem fica esperando "uma mão boa".

Segunda lição, a de Romero. Top two pair contra uma sequência que fecha runner-runner é cooler, choque de mãos fortes, não erro: contra um chip leader apostando três ruas, largar dois pares na bolha seria jogar com medo. O que vale revisar é o preço do river: 500 mil num pote de 1,06 milhão exige estar certo em cerca de 32% das vezes, e contra o range de Cavalieri naquele board isso sobrava.

Terceira, a de Rizzo: só pagar com J-J para deixar o curto fazer squeeze é jogada de mesa final com cinco forras e oito jogadores, onde a pressão do ICM empurra os stacks médios a mandar tudo cedo demais.

E uma de fundo: Marçal lidera um voo com uma vaga ganha em satélite, o caminho mais barato para sentar num field assim sem queimar a banca. Se Floripa ficou longe, o BSOP Millions de novembro já tem datas. Você paga esse river com top two? Conta pra gente na comunidade e a gente revisa junto.

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