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BSOP Floripa 2026: Vitor Pacheco crava o Start-Up de 692 entradas, o Super High Roller decide hoje com Cavalieri na liderança e o Main Event já soma 421 entradas

2026-09-06 · Equipe KryptoKings

Um torneio de um dia, 692 entradas e um campeão que já conhecia o caminho. Vitor Henrique Pacheco, natural de Joinville e dono de títulos do circuito em São Paulo e Gramado, cravou o Start-Up Mystery Bounty do BSOP Floripa 2026 e embolsou R$ 61.000 somando premiação e bounties. O 25K Super High Roller decide hoje seu campeão e o Main Event de R$ 4.000 já reúne 421 entradas.

Os fatos: Dia 2 de 12 horas, mesa de oito em que só cinco forram e 66 classificados no Main

O Start-Up de R$ 1.200 distribuiu R$ 664.320 entre 110 premiados. Depois de dois voos que deixaram 105 sobreviventes, o Dia 2 durou 12 horas e terminou com Pacheco batendo Kaynan Dreon no heads-up (R$ 35.000). Ax de Castro ficou em terceiro (R$ 24.000) e Iuri Maia, líder do Dia 1B, em sexto. O melhor hispano-americano foi o argentino Nahuel Almada, 14º.

O campeão foi direto sobre o plano: em mystery bounty tem que caçar, porque o bounty vale mais que o salto de premiação em muitos momentos, e isso obriga a se expor em spots que num torneio normal você largaria.

O Super High Roller de R$ 25.000 juntou 36 entradas e R$ 769.470, com R$ 310.000 para o campeão. A mesa final de oito começa neste domingo às 14h com blinds 8.000/16.000: Pedro Cavalieri lidera com 1.410.000, seguido por Ariel Bahia (1.110.000) e Marcos Exterkotter (1.070.000). O colombiano Martín Romero é o quarto com 975.000; completam a mesa Lali Tournier, Léo Rizzo, o argentino Gonzalo Almada (615.000) e Paulo Joanello (575.000). Só cinco forram. O colombiano Carlos Serrano, primeiro estrangeiro a ser Jogador do Ano do circuito, parou na porta: as damas dele bateram nos reis de Exterkotter.

O Main Event de R$ 4.000 abriu com 297 entradas no Dia 1A, que classificou 46 com o boliviano Miguel Leyva na ponta (627.000), e somou 124 no Dia 1B, puxado pelo argentino Ulisses Acosta (531.000). São 421 entradas e 66 classificados antes dos Dias 1C e 1D de hoje. O Dia 2 é na segunda, feriado, a partir das 14h com blinds 4.000/8.000; a grade completa está aqui.

Por que importa: o bounty, a bolha dentro da mesa e os 32 blinds de segunda

Primeiro, o mystery bounty. Como disse Pacheco, o bounty muda o valor de cada eliminação e, portanto, seus ranges de push e de call, igual a qualquer torneio com recompensa. É valor esperado que vem da estrutura, não das suas cartas, como o rakeback no cash: dinheiro que você recupera por entender o formato.

Segundo, a mesa final do Super High Roller. Oito jogadores, cinco prêmios, stacks entre 36 e 88 blinds: três vão embora sem nada, e o salto entre o quinto (R$ 49.470) e o primeiro (R$ 310.000) é enorme. Ali quem manda é o ICM, com uma bolha dentro da mesa final: o curto precisa escolher quando empurrar antes que os blinds o engulam, e os stacks médios como o de Romero devem evitar flip desnecessário contra o líder. E Serrano com Q-Q contra K-K é a variância em estado puro: duas mãos iniciais premium e você vai embora mesmo assim.

Terceiro, o Main Event. Com 421 entradas de 40.000 fichas e 66 classificados, o stack médio de segunda gira em torno de 255.000 fichas, uns 32 blinds a 4.000/8.000. É zona de push or fold e de resteal, em que cada abertura precisa de um plano contra o all-in.

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