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BSOP Floripa 2026: mesa final do Main Event tem o argentino Ulises Acosta na liderança com 127 blinds e R$ 500 mil esperam o campeão

2026-09-08 · Equipe KryptoKings

Um argentino com mais de um terço das fichas, um uruguaio experiente e um manezinho jogando em casa. O Main Event do BSOP Floripa 2026 fechou o Dia 2 nesta segunda-feira com a mesa final definida: Ulises Acosta lidera com 12.705.000 fichas, mais do dobro do segundo colocado, e nesta terça, a partir das 15h, oito jogadores disputam R$ 500 mil com transmissão ao vivo e cartas reveladas.

Os fatos: 892 entradas, R$ 2,77 milhões em prêmios e um líder que multiplicou por 24

O torneio de R$ 4.000 reuniu 892 entradas, formou uma premiação de R$ 2.769.300 e levou 146 jogadores ao Dia 2, como contamos ontem. A segunda-feira estourou a bolha do dinheiro com Marcelo Sabedot e terminou com uma eliminação dupla no 9º lugar; por isso a mesa começa com oito e um mínimo garantido de R$ 50 mil.

Acosta tinha fechado o Dia 1B com 531 mil fichas; em uma única jornada multiplicou o stack por 24 e chega com 127 big blinds, 35,6% de todas as fichas em jogo. Atrás dele vêm Gustavo Reinert Nicoletti (5.270.000, 53 blinds), Charles Poltronieri (4.400.000, 44), o florianopolitano Kaio Camargo (3.505.000, 35), Tiago De Boni Dutra (3.275.000, 33), Anis Homaidan Neto (2.355.000, 24), o uruguaio Federico Sturzenegger (2.300.000, 23) e Michel Balazs (1.940.000, 19). Homaidan tinha sido o chip leader geral depois dos Dias 1 e agora é um dos shorts. O jogo recomeça no nível 26, com blinds 50.000/100.000 e big blind ante de 100.000; a média é de 4.460.000, cerca de 45 blinds.

A premiação: R$ 500 mil para o campeão, R$ 315 mil para o vice, R$ 215 mil para o terceiro, R$ 160 mil para o quarto, e R$ 119 mil, R$ 88 mil, R$ 66 mil e R$ 50 mil para os seguintes. Entre os hispano-americanos que forraram sem chegar à mesa, Gonzalo Díaz foi 13º (R$ 30.800) e o boliviano Miguel Ángel Leyva, líder do Dia 1A, terminou em 22º (R$ 16.700).

Por que importa: a mesa final se joga com dois relógios diferentes

O primeiro é o das fichas. Com big blind ante, o pote pré-flop já tem 250 mil antes de qualquer ação: small blind, big blind e ante. Um open para 220 mil arrisca 2,2 blinds para ganhar 2,5 e só precisa funcionar 47% das vezes. Para Acosta, com 127 blinds, roubar e blefar contra stacks que não podem pagar sem se comprometer sai quase de graça; para Balazs e Sturzenegger, com 19 e 23 blinds, já é território de push or fold: dar um open pequeno e foldar para um 3-bet é jogar fora mais de 10% do stack a cada vez. Se você ainda não entende como o big blind ante muda a conta, esta mesa é a aula prática.

O segundo relógio é o do dinheiro. Do 8º para o 7º são R$ 16 mil de diferença; do 4º para o 3º, R$ 55 mil; do vice para o campeão, R$ 185 mil. Esse desnível é o que o ICM mede, o modelo que converte fichas em valor real segundo a premiação, e explica por que o líder pode se dar ao luxo de abrir perto de 40% das mãos enquanto um stack médio como Poltronieri deveria largar pares médios diante do all-in do short. É a mesma lógica da bolha, multiplicada por sete degraus.

A lição para o seu próximo torneio: antes de cada mão numa mesa final, olhe o seu stack em blinds e a sua posição na premiação, não só as suas cartas. E se ficou com vontade de ver poker ao vivo desse nível, o BSOP Millions fecha a temporada em novembro com datas já divulgadas. Quem você acha que crava o título hoje à tarde? Deixa o seu palpite na comunidade e a gente comenta com a mesa rolando.

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