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EPT Barcelona 2026: Manuel Ferrari é o campeão e leva €1.002.488 após acordo a três

2026-08-30 · Equipe KryptoKings

€1.002.488 e o troféu Golden Shard. É assim que termina o EPT Barcelona 2026 para Manuel Ferrari, um regular de mid-stakes que fez o que quase nunca se vê em um field de 1.823 entradas: chegou líder, segurou a ponta por três dias seguidos e liquidou a mesa final em apenas cinco horas. E olha o detalhe: era o primeiro prêmio dele em um Main Event do EPT.

Os fatos: liderança de ponta a ponta e um acordo que definiu tudo

A mesa final de seis andou rápido. O espanhol Jose Criado eliminou logo nas primeiras mãos Nicolas Chouity (6º, €278.950), acabando com o sonho do segundo título do libanês, e depois também despachou Xiaosheng Zheng (4º, €471.250), já depois da queda de Michael Dwyer (5º, €362.500).

Com três jogadores e stacks quase iguais, veio o momento-chave do torneio: um acordo por ICM entre Ferrari, o holandês Lukas van Eeden e Criado. Cada um garantiu mais de €900.000, deixando €100.000 e o troféu em disputa. Ferrari pensou duas vezes — acreditava ter edge sobre os dois — mas estava em terceiro em fichas e exausto, e aceitou os números como estavam.

Daí o roteiro acelerou: Criado caiu em terceiro (€910.642) ao perder um flip contra Ferrari, ficando na porta de ser o segundo campeão espanhol do EPT depois de Adrián Mateos. O heads-up durou meia hora: van Eeden (2º, €927.420) foi all-in com K-6, Ferrari pagou com A-Q e o board entregou dois pares. Da premiação total de €8.841.550 — o sétimo maior Main Event da história do tour — a coroa viajou para a Itália.

É o terceiro troféu da PokerStars para Ferrari em 14 meses, depois do Main Event do Open de Málaga e do High Roller de Campione.

Por que importa: acordo não é desistir, é gerenciar

Olha a decisão do Ferrari com frieza de jogador. Em jogo a três, com stacks parelhos e centenas de milhares de euros de diferença entre as posições, a pressão do ICM transforma cada mão em uma montanha-russa de dinheiro real. Fechar acordo ali não é covardia: é trocar variância gigante por certeza, como mostramos quando explicamos como funcionam os acordos de mesa final. E tem uma lição extra no raciocínio dele: achava que tinha edge, mas soube colocar preço no próprio cansaço. Negociar €5.000 a mais com a cabeça derretida pode custar muito mais que isso em erros.

A outra leitura é aspiracional e honesta ao mesmo tempo: um regular de mid-stakes acaba de vencer o torneio mais icônico da Europa. Não foi mágica — foi volume, método e uma semana em que a variância finalmente empurrou a favor.

Você teria fechado o acordo ou jogado pelos €100.000? Vem debater com a gente na comunidade: são esses dilemas que mais ensinam.

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