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Juan Barattini crava o Grand High Roller do BSOP Floripa 2026: R$ 385 mil, bicampeonato na etapa e uma aula de posição

2026-09-09 · Equipe KryptoKings

Dois troféus na mesma semana, no torneio mais caro da grade e com o jogador mais agressivo da mesa sentado à sua direita. O argentino Juan Barattini cravou o Grand High Roller do BSOP Floripa 2026, o evento de R$ 15.000 de buy-in que reuniu 123 entradas, e forrou R$ 385.000. É o segundo título dele na etapa: dias antes já tinha vencido o 1-Day High Roller PKO de R$ 10.000 (48 entradas, R$ 114.000 somando prêmio e bounties). "Ganhar um torneio desse formato é uma sensação incrível", disse, e dedicou o título à filha.

Os fatos: mesa final funda, um flip decisivo e uma trinca no flop

O colombiano Carlos Serrano liderou o Dia 1 (1.305.000 fichas) e o dia final começou na terça com blinds de 10.000/15.000 e big blind ante. Foi uma mesa final daquelas que deixam jogar: o líder entrou com cerca de 40 blinds e a decisão passou de cinco horas. Caíram, nesta ordem, Marin Gechev (9º, R$ 41.000), Dodô Oliveira (8º), Caue Casagrande (7º), Alcidalio Modesto Junior (6º), Luiz Hota Neto (5º, R$ 101.500) e o argentino Jorge Alvarado Uriburu (4º, R$ 131.500).

A virada veio no 3-handed contra Serrano: Barattini ganhou um flip decisivo com A-Q contra K-J e, pouco depois, eliminou o colombiano em terceiro (R$ 172.000). No heads-up esperava o uruguaio Horacio Courdin, e a mão final foi rápida: Barattini tinha K-6, o flop veio A-6-6 e a trinca fechou o torneio. Courdin faturou R$ 255.000.

Sobre a mesa, o campeão foi direto: Serrano, "um jogador muito agressivo, que sempre tenta te colocar em apuros", caiu na direita dele no sorteio dos assentos. "Fiquei na esquerda dele e pude jogar bem".

Por que importa: o assento decide o quanto você sofre contra o agressivo

Barattini não falou de cartas; falou de posição. No poker, agir depois de um adversário significa ver a decisão dele antes de tomar a sua, e contra um jogador que abre e pressiona em quase todas as mãos, essa informação vale mais do que qualquer mão inicial. Com o agressivo à sua direita, você decide depois dele em todas as ruas: paga com mãos médias e deixa ele seguir apostando, ou aumenta quando conecta. Com ele à sua esquerda, cada open seu leva um raise e você joga o torneio inteiro fora de posição. Nosso guia sobre por que a posição importa explica o mecanismo, e o de como jogar contra um maníaco vai ao caso concreto: deixar o agressivo blefar por você e cobrar com valor.

Segunda lição, a do flip. A-Q contra K-J é perto de 60% para o A-Q: o ponto de virada pode ser uma mão ganha com vantagem, não uma jogada genial. A decisão de verdade foi chegar nessa mão com o stack saudável depois de cinco horas de mesa funda: 40 blinds dão margem para não forçar all-in e esperar o spot bom.

Terceira, a do formato. Um High Roller de R$ 15.000 não é torneio para jogar com dinheiro que faz falta: o próprio campeão forrou o 99º lugar do Main Event e venceu um torneio de 48 jogadores na mesma semana. Dois títulos e um cash pequeno são volume e gestão de banca, não sorte. A agenda dele confirma: grind online até o fim do mês, férias com a família e depois o BSOP Millions de novembro. Trabalho, descanso, objetivo.

O Main Event da etapa ficou com Kaio Camargo, e em Floripa teve hispano em quase todas as mesas finais. Se você quer treinar posição e jogo contra agressivos com jogadores da região inteira, na comunidade a gente analisa spots como esse toda semana. Quem você prefere ter à sua direita: o agressivo ou o passivo? Conta pra gente.

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