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EPT Barcelona: Kovalski vence o High Roller de €10.300 e fecha dobradinha histórica para o Brasil

2026-09-02 · Equipe KryptoKings

Dois troféus em três dias e €1.112.710 em prêmios. Fabiano Kovalski transformou o EPT Barcelona 2026 no festival dele: depois de vencer o Mystery Bounty de €3.250, o brasileiro também levou o High Roller de €10.300, o torneio mais caro da grade principal, e embolsou €727.280 — a maior forra da carreira.

Os fatos: 429 entradas, uma FT de elite e acordo no heads-up

O High Roller reuniu 429 entradas (com reentradas) e premiação de €4.161.300 para 64 jogadores. Ficaram pelo caminho nomes como Nacho Barbero, Chris Hunichen, Davidi Kitai e o também brasileiro Felipe Boianovsky, todos no dinheiro mas longe da mesa final.

A FT de nove era um mapa da Europa: Dinamarca, Reino Unido, Itália, França, dois finlandeses, Lituânia e Bélgica cercando o único sul-americano. Fehim Hajdari caiu em nono (€86.900), Leo Worthington-Leese em oitavo (€104.300) e Paolo Boi — dono de bracelete em 2024 e terceiro neste mesmo torneio no ano passado — em sétimo, com €127.200. Alexandre Reard, quarto na lista histórica da França, saiu em sexto com €165.400.

Os finlandeses Kalle Parkkinen (5º, €215.000) e Tommi Lankinen (4º, €279.400) fizeram as maiores forras de suas carreiras, e o lituano Gediminas Uselis ficou em terceiro com €363.400. Sobraram Kovalski e o belga Igor Picone — e aí veio o momento-chave: fecharam acordo antes do heads-up. Picone garantiu €595.920 em vez dos €508.700 da tabela para o vice; Kovalski aceitou €727.280 no lugar dos €814.500 previstos para o campeão — e depois venceu o título.

O resultado empurra os ganhos dele em torneios ao vivo para além de US$ 4 milhões e o coloca na porta do top 10 histórico do Brasil. O Casino Barcelona virou sua segunda casa: seis das oito maiores forras da carreira saíram de lá, incluindo um quarto lugar neste mesmo High Roller em 2022.

Por que importa: negociar bem vale tanto quanto jogar bem

A lição está no acordo. Kovalski abriu mão de €87.220 do prêmio potencial para travar €727.280. Deu dinheiro de graça? Não: comprou variância. Num heads-up de High Roller, com stacks que trocam de mão a cada all-in, o chip leader raramente tem mais de 55-60% de equity real pelo título. A diferença entre primeiro e segundo sem acordo era de €305.800; com acordo, €131.360. Kovalski garantiu 89% do prêmio máximo e jogou o resto sem pressão — e quem joga sem pressão joga melhor.

É a mesma matemática que rege o ICM em qualquer mesa final: suas fichas não valem o que está escrito nelas, valem o que você consegue converter em dinheiro. Um bom acordo não é fraqueza, é critério — e saber quando aceitar (ou recusar) é habilidade que se treina como o heads-up.

A segunda lição é de volume e método. Kovalski não ganhou dois torneios por sorte de uma semana: foram quatro forras no mesmo festival, incluindo o 120º lugar no Main Event que Manuel Ferrari venceu. Ele se inscreveu em tudo, segurou os trechos ruins e cobrou quando a variância virou. Constância primeiro; os títulos são consequência.

Você fecharia esse acordo com o stack do Kovalski ou iria atrás dos €814.500? Conta pra gente na comunidade: lá a discussão é com números, não com achismo.

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