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Millionaire Maker: Benjamin Rolle fatura US$ 1.366.929 e o segundo bracelete na WSOP Online

2026-09-02 · Equipe KryptoKings

5.518 adversários, zero acordos e um cheque de US$ 1.366.929. Benjamin Rolle é o campeão do Millionaire Maker da WSOP Online, o torneio de US$ 1.500 que garantia um milhão para o vencedor e acabou pagando bem mais. Para o austríaco é o segundo bracelete em doze meses: em 2025 ele já tinha vencido o Main Event da mesma série por US$ 3.907.707.

Os fatos: 5.518 entradas, três austríacos no pódio e heads-up sem acordo

O Millionaire Maker montou premiação de US$ 7.863.150, bem acima dos US$ 5 milhões garantidos, e chegou à mesa final com Rolle como líder folgado: 127 blinds contra 67 de Adrian Strobel e 44 de Loris Gauthier. Os nove finalistas já tinham US$ 92.590 garantidos.

O alemão Marcel Kessler foi o primeiro a cair (9º), seguido por Jeremie Zouari (8º, US$ 129.600) e pelo chinês Song Li (7º, US$ 181.425). Os ucranianos Denys Chufarin (6º, US$ 253.995) e Andrii Derzhypilskyi (5º, US$ 355.612) saíram na sequência — e aí apareceu a surpresa da noite: Ilsu Lim, da Tailândia, que começou a FT com 18 blinds, o stack mais curto da mesa, terminou em quarto com US$ 497.905 — mais de cinco vezes o prêmio do nono colocado.

O 3-handed foi 100% austríaco. Strobel caiu em terceiro (US$ 697.152) e deixou Rolle contra Gauthier com uma diferença de US$ 390.774 entre o primeiro e o segundo lugar. Não teve acordo: jogaram até a última ficha e Rolle fechou o título. Gauthier levou US$ 976.155. O campeão ainda ganhou um pacote de US$ 30.000 para o Super Main Event da WSOP Paradise, em dezembro. Em paralelo, o canadense Santiago Plante venceu o Turbo Championship de US$ 2.500 (719 entradas) por US$ 234.332 e o primeiro bracelete.

Por que importa: duas formas de ler uma mesa final

Essa FT deixa duas decisões opostas — e as duas foram corretas. Rolle recusou o acordo com quase US$ 400 mil em jogo; no mesmo dia, Kovalski aceitou um deal no EPT Barcelona. Contradição? Não. Rolle chegou ao heads-up com vantagem de fichas, é um reg de elite dos torneios online — coach e fundador de uma escola de poker — e sabe que nesse formato o edge dele sobre o adversário é real. Quando sua vantagem é grande, todo acordo custa EV; quando a mesa está equilibrada, o acordo devolve EV. A regra não é "sempre fechar" nem "nunca fechar": é medir seu edge com honestidade.

A segunda lição é a do Ilsu Lim. Com 18 blinds ninguém espera barulho, mas a mesa final de um torneio desses paga por sobreviver, não por acumular. Cada eliminação alheia valia entre US$ 37 mil e US$ 140 mil de salto — e Lim subiu cinco posições sem protagonizar uma mão grande, até que a pressão do ICM fez os stacks médios brigarem entre si. Com stack curto, seu trabalho não é ganhar o torneio: é escolher três ou quatro spots de push or fold impecáveis e deixar os outros errarem.

Com 127 blinds e US$ 390.774 de diferença, você fecha acordo ou joga? Traz sua resposta pra comunidade: mesa final se ganha entendendo essas decisões antes de sentar.

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